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O
tratamento da cefaléia em salvas tem várias abordagens e se inicia
pela conscientização do paciente em relação à doença e sua forma de
manifestação. Caso a dor seja episódica, o paciente deverá registrar
o período de dor e o período de intervalo, tentando desta forma
mapear sua forma pessoal de apresentação. Muitas vezes, quando a
ritmicidade se mantém regular, o paciente se prepara para iniciar o
tratamento evitando que a dor o pegue de surpresa.
O tratamento consiste na prevenção das crises e no abortamento
da crise, quando instalada. O tratamento preventivo deverá ser
iniciado tão logo comece a salva e deverá se entender pelo
período em que o paciente não tenha mais nenhuma manifestação da
dor, nem mesmo a sensação de sua presença. |
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Na
prática clínica, é muito comum o paciente referir ausência de dor no
tratamento, porém por vezes apresentando a sensação de que a dor
estaria presente caso não estivesse fazendo uso da medicação. Quando
a salva acaba, esta sensação desaparece e a medicação pode ser
descontinuada.
O
tratamento da crise é visa a interrupção da crise de forma rápida e
eficaz. Deverá ser iniciado nos primeiros minutos da dor.
Opções para tratamento preventivo
Verapamil
Mais eficaz na cefaléia em salvas episódica, é a droga de escolha
nestes casos. É um bloqueador dos canais de cálcio da classe
fenil-alquilamina. Parece que age no bloqueio da liberação de
serotonina plaquetária e promove uma interferência na inflamação
neurovascular.
Os efeitos colaterais mais comuns são a constipação intestinal e o
edema. Possui uma ação cardiodepressora, podendo gerar bradicardia e
BAV de todos os graus. O verapamil nunca deve ser usado associado ao
beta-bloqueador. Deve-se ter atenção aos distúrbios de condução
pré-existentes, insuficiência cardíaca e uso de digitálicos. Em
pacientes que irão fazer uso desta medicação, deve-se solicitar um
ECG e um ecocardiograma antes do início do uso, para evitar e
acompanhar possíveis efeitos adversos cardiológicos.
Disponível no Brasil como
Cloridrato de Verapamil Genérico
®
80 mg, 120 mg e 240 mg; Cordilat
®
80 mg;
Cronovera®
80 mg;
Dilacard®
80 mg; Dilacor®
80 mg; Dilacoron
®
80 mg e forma
retard 120 mg e 240 mg; Multicor®
80 mg, 120 mg e 240 mg; Neo Verpamil 80 mg; Vascord®
80 mg; Veramil®
80 mg; Verapamil ® 80 mg e Veraval- Verapamil® 80 mg.
A
dose recomendada é de 240 a 1200 mg ao dia, dividido em três
tomadas. Deve-se iniciar com dose baixa e progressivamente aumentar
caso a dor não cesse. A dose ideal é a que tem controle absoluto da
dor sem efeitos colaterais importantes.
Metisergida
Principalmente indicados em casos de cefaléia em salvas episódica
pelas contra-indicações de longo tempo de uso. É um alcalóide
semi-sintético da ergotamina com estrutura semelhante a
metilergonovina. Age como antagonista 5 HT2, sendo um
potente vasoconstrictor.
Pode causar ganho de peso e edema periférico. Menos freqüentemente,
pode haver náuseas, vômitos, desconforto abdominal, cãibra, insônia,
confusão mental, angina, constrição de vasos maiores, fibrose
vascular mesentérica e infarto vesical pequeno. As fibroses serosas
e valvares são raras e parecem ser idiossincrásicas.
Há muitos mitos em relação a metisergida e muitos temem usá-la. Na
realidade, é uma droga segura, se for utilizada da forma adequada.
Para evitar os efeitos adversos, deve-se utilizar a menor dose
terapêutica possível e não manter o uso por mais de 5 meses. Caso
seja necessário prolongar o tratamento, deve-se interromper a
medicação por 1 mês e retornar. Nestes casos, realizar sempre exames
periódicos para reações fibróticas, incluindo R-X de tórax,
ecocardiograma e tomografia computadorizada de abdome.
O uso em conjunto com outros alcalóides do ergot, bloqueadores
beta-adrenérgicos, dopamina, eritromicina ou troleandomicina, pode
aumentar o risco de espasmo ou oclusão arterial.
Disponível no Brasil como Deserila® 1 mg. A dose
recomendada é de 2 a 6 mg / dia, em 3 tomadas. Iniciar com dose
baixa e aumentar lenta e progressivamente, se necessário.
Lítio
Mais eficaz em casos de cefaléia em salvas crônica. O lítio é um
metal alcalino encontrado com relativa abundância na natureza.
Parece atenuar a neurotransmissão dopaminérgica, diminuindo a taxa
de renovação da dopamina pela facilitação da transmissão GABAérgica.
A administração crônica de lítio produz diversas alterações nos
sistemas serotoninérgico e noradrenérgico. Por diferentes mecanismos
que incluem o aumento de captação do precursor da serotonina, o
aminoácido triptofano, e a diminuição da atividade de receptores
serotoninérgicos pré-sinápticos inibitórios, o lítio aumenta a
liberação de serotonina, particularmente no hipocampo. Ele também
aumenta, em humanos, respostas neuroendócrinas a agonistas
serotoninérgicos. Por um mecanismo denominado sistema de segundo
mensageiro, o lítio inibe o aumento da adenilato ciclase produzida
em determinados neurotransmissores, levando a diminuição do AMPc.
Embora essa relação ainda seja especulativa, a diminuição de AMPc
parece ser responsável por alguns efeitos adversos da droga. Outro
sistema de segundo mensageiro afetado pelo lítio é o que envolve o
metabolismo do fosfoinositol. O lítio inibe a hidrólise dessa
substância, com conseqüente diminuição da concentração cerebral de
inositol. Assim o lítio interfere no sistema do fosfatidilinositol,
por atenuar a mediação, através das proteínas G, da transmissão de
sinal gerado a partir do receptor.
O lítio é usado terapeuticamente em pequenas dosagens, o que leva a
necessidade de monitoramento de seu nível sérico. É apresentado sob
a forma de carbonato de lítio e tem uma meia vida de 14 a 30 horas,
sendo administrado via oral. Os efeitos colaterais são a poliúria,
polidipsia, ganho de peso, dificuldade de concentração e memória,
tremor, sedação, problemas de coordenação, distúrbios
gastrointestinais, perda de cabelos, leucocitose benigna, acne e
edema. Também foram relatadas alterações eletrocardiográficas e
hipotiroidismo. Pacientes com nível plasmático acima de 1,5 mEq/l,
podem apresentar sinais de intoxicação. Níveis acima de 2,5 mEq/l,
podem produzir convulsões, coma e por fim a morte. Assim deve se
preocupar muito com a dosagem de lítio a ser usada.
Devem-se avaliar as interações medicamentosas com determinados
antiinflamatórios e diuréticos.
Disponível no Brasil como
Carbolim®
300 mg,
Carbolitium®
300 mg,
Carbolitium CR® 450 mg, 300 mg.
A dose recomendada é de 300 a 900 mg /dia,
em 2 a 3 tomadas.
Divalproato de sódio
O valproato tem-se mostrado eficaz tanto nos casos episódicos, como
nos crônicos.
Existem dois locais de ação do valproato que resultam na redução das
crises. A ação central inclui elevação dos níveis de GABA, redução
da taxa de disparo das células serotoninérgicas na rafe dorsal e
redução da ativação do nucleus caudalis trigeminal. Os efeitos
periféricos incluem redução da inflamação neurogênica no sistema
vascular trigeminal, mediada por agonismo GABA-ª .
O efeito colateral inicial mais comum é náusea e/ou vômito, mas
desaparece com a continuidade do tratamento. Outros efeitos
colaterais são tremor, aumento de peso, astenia e perda de cabelos.
Hepatite e outras desordens hepáticas são contra-indicações para seu
uso. Controle trimestral das enzimas hepáticas é medida prudente
quando se usa valproato. Está contra-indicado durante a gravidez. A
interação do valproato com barbitúricos não deve ser esquecida.
Disponível no Brasil com Depakote® 125 mg (SPRINKLE), 250
mg e 500 mg. A dose recomendada é de 500 a 2000 mg/dia.
Topiramato
O topiramato é um monossacarídeo derivado da D-frutose, que
apresenta uma substituição com sulfamato. O mecanismo de ação do
topiramato na cefaléia em salvas é desconhecido. É efetivo em casos
episódicos e crônicos.
Os efeitos colaterais mais comuns são disfunção cognitiva,
parestesias, sedação, enjôos, fadiga, perda de peso, diarréia e
urolitíase. Deve-se iniciar com dose mínima, aumentando
progressivamente a cada semana até se chegar na dose ideal. Com
isso, os efeitos colaterais são minimizados.
Comercializado como Topamax® 15 mg, 25 mg, 50 mg e 100
mg. A dose recomendada é de 75 a 200 mg/dia, em duas tomadas.
Gabapentina
A gabapentina mostrou-se eficaz na profilaxia da cefaléia em salvas
episódica e crônica. Em estudo realizado com pacientes com CS
episódica e pacientes com CS crônica resistentes ao tratamento com
outros medicamentos, todos os pacientes tiveram suas crises abolidas
na média de 8 dias. A dose usada no estudo foi de 900 mg/dia.
O mecanismo de ação da gabapentina é desconhecido. Mesmo com uma
estrutura molecular relacionada com a do ácido gama-aminobutírico
(GABA), sabe-se que não interage com os receptores do GABA, não é
convertida em GABA por biotransformação nem inibe seu metabolismo.
Tampouco possui afinidade pelos receptores de benzodiazepinas,
glutamato, N-metil D-aspartato (NMDA), quisqualato, cainato
(sensibilizados ou não com glicina para a ação de estricnina), a -adrenérgicos
(1 e 2) ou beta-adrenérgicos, adenosina 1, adenosina 2, acetilcolina
(muscarínico ou nicotínico), dopamina (D1, D2),
histamina (H1), serotonina (S1, S2)
ou opiáceos. Seu sítio de ligação cerebral parece estar localizado
no córtex e no hipocampo (em ratas).
Disponível no Brasil como Neurontin®
300 mg, 400 mg e 600 mg, Progresse®
300 e 400 mg e Gabapentina Genérico 300 mg. A dose recomendada na
cefaléia em salvas é de 900 a 2400 mg.
Melatonina
A melatonina (N-acetil-5-metoxitriptamina) é um hormônio secretado
pela glândula pineal em forma cíclica (a produção diurna é mínima,
mas à tarde a produção aumenta atingindo o máximo entre 2 e 6 horas
da manhã), que age como um regulador dos ritmos biológicos (ou
ritmos circadianos), dos quais o mais conhecido é o ritmo
sono-vigília. A luz é o principal regulador de sua secreção, que
chega à glândula pineal através da retina seguindo uma via nervosa
hipotalâmica. A luz inibe e a escuridão estimula a liberação de
melatonina. Apresenta-se baixa à noite em pacientes com CS.
Houve resultados positivos na forma episódica e na forma crônica.
Pode ser usado como monoterapia ou associado a outro medicamento,
principalmente nos casos crônicos. A dose recomendada é de 10 mg ao
dia. O efeito máximo é atingido progressivamente após 4 ou 5 dias,
por isso a substituição pela melatonina deve ser realizada de forma
progressiva e gradual.
Baclofeno
Usado preventivamente em casos não responsivos às medicações
preconizadas. Tem efeito superior ao placebo. Comercializado como
Loresal®, Baclon® e Baclofeno® 10
mg.
Naratriptano
É um agonista seletivo dos receptores
serotoninérgicos 5-HT1B,1D,1F. Indicado na
profilaxia principalmente em casos episódios ou em casos de
exacerbação das crises em casos crônicos, numa tentativa de
minimizar a freqüência. Não deve ser usado em longo prazo.
O naratriptano é diferente dos outros triptanos por sua meia-vida
longa e boa biodisponibilidade oral. Isto confere longa duração do
efeito (até 24 horas), possibilitando sua indicação na profilaxia.
Um relato de caso refratário ao tratamento preventivo, ao
sumatriptano e ao O2 com resposta parcial, a dose
de 2,5 mg 12/12h aboliu as crises e quando a medicação foi suspensa,
houve recorrência das crises.
Nos EUA, comercializado como Amerge®
e no Brasil, Naramig®.
Eletriptano
É citado na literatura como efetivo em tratamento de curta duração
(5 a 8 dias) na dosagem de 40 mg, duas vezes ao dia.
Não disponível no Brasil. Comercializado como RELPAX® 20
e 40 mg.
Tizanidina
Sua eficácia na cefaléia em salvas não é comprovada. É um derivado
imidazolínico agonista alfa-adrenérgico pré-sináptico. Possui
atividade relaxante muscular central.
Disponível no Brasil como Sirdalud®.
Pizotifeno
Pode ser utilizado em casos episódicos ou crônicos. É um antagonista
5 HT2. Disponível no Brasil como Sandomigran®.
A dose utilizada é de 0,5 a 3 mg/dia.
Oxigenoterapia hiperbárica
O tratamento preventivo não se mostrou eficaz, tanto na forma
episódica como na forma crônica.
Tratamento preventivo transicional
Utilizado para obtenção de alívio rápido das crises enquanto o
medicamento preventivo é iniciado. Pode ser utilizado em alguns dias
ou semanas e posteriormente descontinuado.
Corticóide
Prednisona, dexametasona ou metilprednisolona no início do
tratamento preventivo, visando uma melhora rápida das crises. O
mecanismo de ação é ainda desconhecido. Parece que há atuação na
inflamação neurogênica perivascular. Outros mecanismos sugeridos
incluem a atuação no eixo-hipotálamo-hipofisário e uma interferência
no sistema opióide endógeno. A mais utilizada é a prednisona e a
dose recomendada é de 60 mg/dia, dose única pela manhã, por 6 a 10
dias, em retirada decrescente da dose. A metilprednisolona parece
ter efeito superior ao da prednisona oral em alguns estudos e é
usada na forma endovenosa na dose de 250 mg em bôlus, 3 dias
consecutivos .
Ergotamina
A ergotamina tem sido indicada em casos em que há um predomínio
noturno das crises. Ë administrado preferencialmente 1 h antes de
dormir visando atingir o horário provável da dor, quando ocorrerá o
pico máximo de ação farmacológica. É um agonista 5-HT1A,B,D
não seletivo. Os efeitos biológicos desta droga se prolongam por
mais tempo do que sua meia-vida pode sugerir (2-3 horas). Isto é
provavelmente explicado pelas ações de seus metabólitos, cuja
meia-vida é de 20 horas. A ergotamina produz potente e seletiva
constrição da artéria carótida externa e de seus ramos. Nas doses
usuais, ocorre somente pequeno bloqueio alfa-adrenérgico, e o efeito
vasoconstrictor é mediado por ação sobre receptores arteriais de
serotonina. Os alcalóides do ergot deprimem a taxa de "firing" dos
neurônios serotoninérgicos do tronco cerebral e esta estabilização
da transmissão serotoninérgica parece ser a maior ação da
ergotamina.
Os efeitos colaterais: mais comuns são náuseas e vômitos. É
contra-indicada para quem tem doença coronariana ou doença arterial
periférica.
Comercializado no Brasil somente em associação a outras substâncias.
A dose recomendada é de 0,7 a 1 mg, 1h antes de dormir ou 0,3 a 0,4
mg, em 2 tomadas, no início do tratamento com outro medicamento
profilático.
Capsaicina tópica
Dessensibilização, pela depleção de substância P. Disponível no
Brasil como Moment® 0,025% ou 0,075% em forma de creme
tópico. Uso intranasal ipsilateral duas vezes ao dia por 7 dias.
Resultados modestos na intensidade das crises.
Civamida
É um análogo da capsaicina (cis-8-metil-N-vanilil-6-nonenamida).
Age como agonista do receptor vanilóide e bloqueador dos canais de
cálcio neuronais, inibindo a liberação neuronal de
neurotransmissores excitatórios (CGRP e substância P). Está sendo
estudado para uso intranasal na dose de 50 microgramas.
Clonidina
É um agonista alfa 2-adrenérgico central pós-sináptico.
Recomendado uso transdérmico ou path, 5mg a 7,5mg. Não há a
apresentação preconizada no Brasil.
Bloqueio anestésico do nervo occipital maior
É um procedimento sem efeitos adversos que responde de forma
transitória. Pode ser indicado no início da salva, juntamente com a
introdução de uma medicação preventiva.
Opções para o tratamento da crise
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As estratégias de tratamento da crise visam o rápido
alívio da dor. Por se tratar de uma crise de curta duração, são
utilizadas vias de rápida absorção, incluindo a via intranasal,
subcutânea e venosa. Para comodidade do paciente, a via intranasal é
a mais indicada.
O tratamento abortivo de escolha é a inalação de oxigênio, o
sumatriptano ou a combinação de ambos.
Oxigênio
Preconizado o uso de oxigênio úmido a 100% sob máscara, 7 a 8 l/min
por 20 minutos. Deve ser inalado através de máscara facial, na
posição sentada, com o tronco levemente fletido para frente e os
cotovelos apoiados sobre as coxas. |
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Sumatriptano
O sumatriptano foi o primeiro dos triptanos a ser introduzido no
mercado. É um agonista seletivo dos receptores serotoninérgicos 5HT1B-1D.
Considerado o medicamento de escolha na crise de cefaléia em
salvas, tem rápido início de ação e grande eficácia no abortamento
da crise.
Está contra-indicado
em cardiopatia isquêmica, antecedente de infarto do miocárdio,
angina de Prinzmetal, hipertensão grave controlada, insuficiência
hepática grave, insuficiência renal grave e uso concomitante com
medicamentos que contenham ergotamina.
A forma injetável pode
associar-se a vários efeitos colaterais, incluindo desconforto no
peito, peso no peito e garganta, parestesias na cabeça, pescoço e
extremidades, ansiedade e leve dificuldade respiratória.
Nos EUA, Imitrex®.
No Brasil, é comercializado como Sumax®
spray nasal monodose frasco de 20mg ou 10mg, ampolas de injeção
subcutânea de 0,5 ml com 6 mg e Imigran® spray nasal 20mg
e ampolas de injeção subcutânea de 0,5 ml com 6 mg.
Dihydroergotamina intranasal
Melhor ação que a ergotamina oral, com menos efeitos colaterais.
Dose intranasal de 0,5 mg bilateralmente. A via venosa pode ser
utilizada em casos refratários.
Não disponível no Brasil.
Lidocaína solução a 4% intranasal
Eficaz, com resolução rápida das crises na maioria dos pacientes
estudados. Dose de 1 ml aplicado bilateralmente na cavidade nasal,
por 5 minutos.
Hidrocloreto de cocaína a 5%
Resultados positivos. Deve-se ter precaução com os efeitos de adição
e taquifilaxia.
Zolmitriptano
É um agonista dos receptores 5HT1B/1D seletivos. Parece
ser o primeiro medicamento oral para cefaléia em salvas. A dose
preconizada é de 5 a 10 mg. Foi elaborado na forma orodispersível,
comprimido revestido e spray nasal. No Brasil, é comercializado como
Zomig®
OD (orodispersível) ou Zomig®
(comprimido revestido), ambos em 2,5 mg.
Rizatriptano
É um agonista dos receptores
serotoninérgicos 5HT1B-1D com grande
biodisponibilidade. O rizatriptano tem uma conveniente administração
sobrelingual. Dissolve-se rapidamente na saliva e é engolido sem a
necessidade de água. Comercializado como Maxalt® RPD (rapidisc).
Olanzapina
Seria uma opção em pacientes com contra-indicação para
vasoconstrictores. Dose de 5 a 10 mg. Comercializado como Zyprexa®
2,5mg, 5mg e 10mg.
Octreotida
Estudos recentes mostraram ser superior ao placebo no tratamento
agudo das crises. Seria uma outra opção em
pacientes com contra-indicação para vasoconstrictores. É um
análogo da somatostatina, de origem natural.
Podem ocorrer efeitos de dor e ardor no local de injeção. Os
efeitos gerais incluem anorexia, náuseas, vômitos, dor abdominal
espasmódica, flatulência, fezes soltas, diarréia e esteatorréia. Em
casos raros, os efeitos colaterais gastrintestinais podem aparentar
obstrução intestinal aguda com meteorismo progressivo, forte dor
epigástrica, hipersensibilidade abdominal dolorosa e postura
antálgica (os efeitos colaterais gastrintestinais podem ser
reduzidos evitando comer nos horários da administração da octreotida).
Em casos raros, pode ocorrer hiperglicemia persistente. O uso
prolongado pode provocar a formação de cálculos biliares.
Usado na dose de 100 microgramas em administração subcutânea.
No Brasil, comercializado como SANDOSTATIN®.
Butorfanol intranasal
Trata-se de um analgésico opióide agonista parcial (agonista-antagonista).
O
tartarato de butorfanol é totalmente sintético e originalmente
estava disponível para administração parenteral. Sua absorção rápida
através do nariz é intensificada por sua natureza lipofílica.
Deve-se ter cautela devido à possibilidade de criação de tolerância.
Não disponível no
Brasil. Apresentação intranasal de 1 e 2 mg.
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Tratamento preventivo
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Verapamil
Metisergida
Lítio
Divalproato de sódio
Topiramato
Gabapentina
Melatonina
Baclofeno
Naratriptano
Eletriptano
Tizanidina
Pizotifeno |
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Tratamento preventivo transicional |
Corticóide
Ergotamina
Capsaicina tópica
Civamida
Clonidina
Bloqueio anestésico do nervo occipital maior
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Tratamento da crise |
Oxigênio
Sumatriptano
Diidroergotamina intranasal
Lidocaína solução a 4% intranasal
Hidrocloreto de cocaína a 5%
Zolmitriptano
Rizatriptano
Olanzapina
Octreotida
Butorfanol intranasal |
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